Anvisa aprova o registro de insulina da Biomm | Panorama Farmacêutico

Publicado: 11/07/2018 em Ímã de Geladeira Ramo de Farmácias e Drogarias Notícias

Produtora de medicamentos, com uma fábrica em Nova Lima, a empresa elevou o capital social em r$ 87,4 meu

Leonardo França

Depois de completar um aumento de capital social da ordem de R$ 87,4 milhões e renegociar os prazos de financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social(BNDES) e o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Biomm, com uma fábrica especializada na produção de insulina humana em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH),conseguiu, afinal, a aprovação do registro do Glargilin (insulina humana análoga de longa duração) a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Biomm comunicou a aprovação do registro do Glargilin, nome comercial para o biossimilar da insulina Glargina, ontem, mas a notícia não foi possível entrar em contato com a empresa para comentar o assunto. No documento, a Biomm explica que, com a aprovação, o passo seguinte é pedir a autorização do preço do medicamento, junto com a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) e o início da validação da planta de Nova Lima.

De acordo com a Biomm, em um primeiro momento, o medicamento será importado e somente após a certificação da fábrica, para a Anvisa vai iniciar a produção local. “Demos um passo muito importante para a sociedade brasileira, que perde a dependência internacional de um medicamento tão relevante como a insulina Glargina”, afirmou, em nota, o presidente da empresa, Heraldo Marchezini.

Com o registro de Glargilin em mãos, Biomm é capaz de oferecer uma opção de tratamento para os pacientes diabéticos, tanto em farmácias, como para o setor público. Em especial, por meio da Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP), aprovada pelo Ministério da Saúde, com a disponibilização de 100% da necessidade de que o ministério da insulina Glargina, em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed). O mercado de este medicamento está estimado em cerca de us$ 1bilhão por ano, com um crescimento anual de dois dígitos.

Investimento na construção Da fábrica de Nova Lima, demandou aporte de R$ 540 milhões.

Para a construção da plataforma, a empresa contou com linhas de financiamento do BNDES, do BDMG, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e da Agência Brasileira de Inovação (Finep).No entanto, a demora na aprovação de alguns medicamentos, mesmo os Glargilin, fez com que a empresa buscasse o BNDES e BDMG para renegociar os prazos de amortização dos empréstimos, já que, sem produzir ou comercializar os medicamentos, Biomm demorou mais que o previsto para começar a gerar receita.

A informação foi confirmada ao JORNAL DO COMÉRCIO, na semana passada, o presidente do BDMG, Marco Aurélio Crocco. A fábrica de insulina da Biomm será a única no Brasil e, com base em informações já divulgadas pela empresa, tem 30 mil metros quadrados e capacidade para produzir 20 milhões de frascos de insulina humana recombinante por ano, distribuídos no mercado nacional. Há também planejamento de exportação do produto, mas ainda não há previsão de volumes.

Fonte: Diário do Comércio

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